Desordens Emocionais: emoções emaranhadas e em caos

Entender as emoções e como elas se entrelaçam pode ser a resposta para entender o motivo de tantas repetições de problemas.

Descubra como suas emoções se misturam, distorcem suas percepções do mundo, criam pensamentos intrusos e criam traumas onde não existiu…

Índice

  1. O que são desordens emocionais
  2. Por que um emocional “aparentemente equilibrado” ainda pode estar em caos
  3. Como a desordem emocional rouba sua vida em silêncio
  4. Onde essas desordens começam
  5. Como uma crença se forma
  6. Por que sua razão quer, mas sua emoção não acompanha
  7. O erro de tentar resolver um problema emocional com estratégia material
  8. O que muda quando você começa a enxergar o campo emocional
  9. O verdadeiro caminho para transformar a vida

O que são desordens emocionais

Muita gente ouve a expressão “emocional abalado” e pensa logo em explosão, crise, descontrole visível, depressão intensa ou ansiedade severa.

Só que desordem emocional é além disso.

Desordem emocional é uma bagunça interna, sutil, contínua, que acontece dentro de você antes mesmo de explodir na superfície. O que aparece para fora é só o excesso do excesso da carga. É quando já não cabe mais nada e aquilo explode, trava, oprime ou derruba você.

Muito muito tempo antes desse colapso, a desordem emocional já estava ativa.

E o problema é que, enquanto você não percebe isso, continua tratando a vida como se o caos estivesse apenas do lado de fora.

Por que um emocional “aparentemente equilibrado” ainda pode estar em caos

Existe uma ilusão muito comum: a de achar que você está bem emocionalmente só porque consegue funcionar no dia a dia.

Você trabalha.
Lida com a casa.
Resolve coisas.
Tem algum jogo de cintura.
Se considera até equilibrada.

Mas isso não significa que não exista desordem emocional.

Porque a desordem emocional não está, necessariamente, na superfície. Ela pode estar operando num campo muito mais profundo, enquanto você segue brigando com dinheiro, com o corpo, com a sexualidade, com o marido, com os filhos, com a própria culpa, com a própria energia e com a própria incapacidade de se expressar.

Ou seja: você pode estar funcionando por fora e, ainda assim, completamente bagunçada por dentro.

Como a desordem emocional rouba sua vida em silêncio

A desordem emocional funciona como um ladrão que entrou na sua casa de madrugada, em silêncio, sem fazer barulho. Quando você acorda, está tudo revirado e seus pertences roubados.

É exatamente isso que acontece na vida emocional.

A desordem emocional vai roubando:

  • relacionamentos;
  • alegria de viver;
  • paz de espírito;
  • autoconfiança;
  • capacidade de gerar dinheiro;
  • coragem de se expor;
  • desejo de cuidar do corpo;
  • prazer em viver;
  • oportunidades que pareciam possíveis.

E você vai ficando com a sensação de que algo está sempre escapando.

Aos 30, aos 40, aos 50, chega uma hora em que a pergunta aparece com força:

“Tem algum bandido roubando a minha vida e eu não estou vendo?”

Sim. Existe.

E esse bandido é a desordem emocional atuando num campo que você não acessa com a mente racional.

Onde essas desordens começam

As desordens emocionais não começam quando você vira adulta. Elas começam lá atrás, no início da jornada, quando seu nível de consciência ainda era muito reduzido.

Na infância, você não tinha discernimento para separar com clareza:

  • o que era material;
  • o que era emocional;
  • o que era objetivo;
  • o que era vivido como sensação.

Uma criança, por exemplo, não entende a relevância do dinheiro como um adulto entende. Mas ela entende profundamente a dor de se sentir deixada, não escolhida, não acolhida.

Mas a desordem pode ser gerada ainda mais cedo, quando você ainda era um feto.

Um feto é capaz de sentir todo o seu ambiente, e os pensamentos e palavras proferidas durante essas fases mais tenras têm um grande peso em toda a sua vida adulta.

É por isso que o campo emocional se forma a partir do que foi sentido.

O fato em si importa, mas o que estrutura a vida é a forma como aquele fato foi emocionalmente registrado.

Como uma crença se forma

Aqui entra um conceito decisivo:

Crença é uma emoção embalada por uma ideia.

Isso quer dizer que sua vida foi sendo construída em cima de ideias que nasceram de emoções sentidas em contextos específicos.

Vamos ao exemplo:

Uma criança vê o pai saindo todos os dias para trabalhar. Ela não entende a urgência financeira daquilo. Ela não entende “prover”, “sustentar”, “ganhar dinheiro”. Ela entende uma coisa: quando o pai sai, dói. Essa dor vira registro.

Mais tarde, essa criança cresce. Agora, racionalmente, ela sabe que trabalhar é importante. Sabe que precisa sair para fazer dinheiro. Só que, quando ela vai na direção da porta, sente culpa. Sente dor. Sente condenação por deixar o filho em casa.

E sem perceber, começa a sabotar o próprio trabalho, o próprio crescimento e as próprias oportunidades.

Por quê?

Porque um dia foi registrado que, quando alguém sai para trabalhar, alguém sofre. E essa dinâmica ficou gravada como injusta, cruel, dolorosa.

Isso é crença.

E isso governa a vida muito mais do que a pessoa imagina.

Por que sua razão quer, mas sua emoção não acompanha

A tua razão quer, mas a emoção que te impulsiona na direção da ação não acompanha o teu desejo racional.

É por isso que tanta gente vive em contradição.

Quer amar, mas não consegue se abrir.
Quer prosperar, mas se sabota.
Quer crescer, mas trava.
Quer abraçar, mas se afasta.
Quer ser feliz, mas repete caminhos que ferem.

Não é porque falta inteligência.

É porque a emoção que deveria impulsionar a ação está comprometida por registros mais antigos.

O exemplo da planta mostra isso com clareza.

Uma criança quer tocar, acolher e amar. Ela abraça a planta. O vaso cai. Ela apanha. O que fica registrado? Que quando oferece afeto, machuca. Depois, adulta, ama profundamente, mas não consegue demonstrar. E as pessoas ao redor interpretam isso como frieza.

Só que não é frieza.

É desordem emocional.

O erro de tentar resolver um problema emocional com estratégia material

Quando você não entende o campo emocional, começa a buscar soluções no lugar errado.

Acha que o problema é:

  • o curso que não fez;
  • a faculdade que faltou;
  • o carro;
  • a casa;
  • o cabelo;
  • o silicone;
  • o jeito de responder mensagem;
  • a rotina perfeita;
  • a técnica ideal;
  • a fórmula certa.

Mas o ponto não é esse.

Você está tentando resolver um problema emocional com respostas materiais.

E isso não funciona.

Porque não adianta dar uma estratégia física para alguém cuja base emocional continua sabotando a própria vida. Não adianta apresentar dados, avisos, lógicas ou listas do que faz bem e do que faz mal, se o impulso emocional continua empurrando a pessoa para o que a machuca.

A luta não está, primeiro, no comportamento.
Está na estrutura que gera o comportamento.

O que muda quando você começa a enxergar o campo emocional

A grande virada acontece quando você para de gastar energia no superficial.

Você deixa de perguntar:

  • por que minha empresa faliu?
  • por que esse homem não me escolheu?
  • por que esse cliente foi embora?
  • por que essa pessoa me traiu?
  • por que nada vai para frente?

E começa a olhar para um lugar mais profundo:

  • quais crenças estruturam minha visão de mundo?
  • que emoção está sustentando minhas repetições?
  • o que existe no meu campo que está me conectando a isso?
  • que padrão emocional está roubando minha vida?

Esse deslocamento não é pequeno.

Ele muda o eixo de sua existência.

Porque você para de buscar culpados e começa a buscar estrutura.

O verdadeiro caminho para transformar a vida

Transformar a vida não é filosofar o problema.

Também não é colecionar conceitos bonitos que não alcançam o profundo da alma. O que muda a vida de verdade é aprender a trabalhar o sentir.

A solução não está só no lado de fora.
A solução está no campo.

O mistério da vida é o invisível. O mistério está dentro de você. E, enquanto não aprender a acessar isso, vai continuar se sentindo presa num limbo, sem ver saída, sem entender por que o que faz não funciona.

Por isso, o verdadeiro trabalho começa quando você entende que:

  • existe uma estrutura emocional por trás da sua vida;
  • suas crenças estão atraindo e sustentando experiências;
  • seus hábitos, impulsos e repetições têm base emocional;
  • e não adianta só saber o que faz mal — é preciso compreender o que te empurra para aquilo.

Esse é o começo real da mudança.

Continue aprofundando:

Este é o artigo 3.

Artigo 01 — Cocriação não funciona para você? Existe uma trava invisível que está sufocando sua vida

Artigo 04 — Quem é você sem isso que você tanto deseja?

Artigo 05 — Os seus problemas e o caos da sua vida não vieram para destruir você

Conclusão

A desordem emocional não precisa gritar para existir.

Na maior parte do tempo, ela opera em silêncio. Rouba aos poucos sua paz, seu movimento, seus relacionamentos, seu prazer, sua confiança e sua sensação de potência.

E, enquanto você tenta resolver a vida só pela superfície, continua lutando contra sintomas sem tocar a origem.

A verdadeira transformação começa quando você entende que sua vida não está sendo destruída por um azar aleatório, nem apenas por fatores externos.

Ela está sendo moldada por uma estrutura emocional que precisa ser vista, compreendida e tratada.

Porque, quando você começa a botar ordem nessa casa, o ladrão para de agir no escuro.

E a sua vida começa a voltar para você.

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Paula Correía

Terapeuta especializada em desordens emocionais e campo emocional inconsciente. 

Descubra neste blog como pode estar o seu banner energético e como está o seu verdadeiro poder de co-criação.

É através das limpeza das emoções traumáticas e inconscientes que você descobre o seu verdadeiro PODER PESSOAL. Siga o perfil.

Paula Gasparini Correía

Especialista em recriar emoções e crenças internas.  Já transformou a autoestima de milhares de mulheres. Realiza atendimento terapêutico pessoal, em grupos e em empresas.

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