Entender as emoções e como elas se entrelaçam pode ser a resposta para entender o motivo de tantas repetições de problemas.

Entender as emoções e como elas se entrelaçam pode ser a resposta para entender o motivo de tantas repetições de problemas.
Descubra como suas emoções se misturam, distorcem suas percepções do mundo, criam pensamentos intrusos e criam traumas onde não existiu…
Muita gente ouve a expressão “emocional abalado” e pensa logo em explosão, crise, descontrole visível, depressão intensa ou ansiedade severa.
Só que desordem emocional é além disso.
Desordem emocional é uma bagunça interna, sutil, contínua, que acontece dentro de você antes mesmo de explodir na superfície. O que aparece para fora é só o excesso do excesso da carga. É quando já não cabe mais nada e aquilo explode, trava, oprime ou derruba você.
Muito muito tempo antes desse colapso, a desordem emocional já estava ativa.
E o problema é que, enquanto você não percebe isso, continua tratando a vida como se o caos estivesse apenas do lado de fora.
Existe uma ilusão muito comum: a de achar que você está bem emocionalmente só porque consegue funcionar no dia a dia.
Você trabalha.
Lida com a casa.
Resolve coisas.
Tem algum jogo de cintura.
Se considera até equilibrada.
Mas isso não significa que não exista desordem emocional.
Porque a desordem emocional não está, necessariamente, na superfície. Ela pode estar operando num campo muito mais profundo, enquanto você segue brigando com dinheiro, com o corpo, com a sexualidade, com o marido, com os filhos, com a própria culpa, com a própria energia e com a própria incapacidade de se expressar.
Ou seja: você pode estar funcionando por fora e, ainda assim, completamente bagunçada por dentro.
A desordem emocional funciona como um ladrão que entrou na sua casa de madrugada, em silêncio, sem fazer barulho. Quando você acorda, está tudo revirado e seus pertences roubados.
É exatamente isso que acontece na vida emocional.
A desordem emocional vai roubando:
E você vai ficando com a sensação de que algo está sempre escapando.
Aos 30, aos 40, aos 50, chega uma hora em que a pergunta aparece com força:
“Tem algum bandido roubando a minha vida e eu não estou vendo?”
Sim. Existe.
E esse bandido é a desordem emocional atuando num campo que você não acessa com a mente racional.
As desordens emocionais não começam quando você vira adulta. Elas começam lá atrás, no início da jornada, quando seu nível de consciência ainda era muito reduzido.
Na infância, você não tinha discernimento para separar com clareza:
Uma criança, por exemplo, não entende a relevância do dinheiro como um adulto entende. Mas ela entende profundamente a dor de se sentir deixada, não escolhida, não acolhida.
Mas a desordem pode ser gerada ainda mais cedo, quando você ainda era um feto.
Um feto é capaz de sentir todo o seu ambiente, e os pensamentos e palavras proferidas durante essas fases mais tenras têm um grande peso em toda a sua vida adulta.
É por isso que o campo emocional se forma a partir do que foi sentido.
O fato em si importa, mas o que estrutura a vida é a forma como aquele fato foi emocionalmente registrado.
Aqui entra um conceito decisivo:
Crença é uma emoção embalada por uma ideia.
Isso quer dizer que sua vida foi sendo construída em cima de ideias que nasceram de emoções sentidas em contextos específicos.
Vamos ao exemplo:
Uma criança vê o pai saindo todos os dias para trabalhar. Ela não entende a urgência financeira daquilo. Ela não entende “prover”, “sustentar”, “ganhar dinheiro”. Ela entende uma coisa: quando o pai sai, dói. Essa dor vira registro.
Mais tarde, essa criança cresce. Agora, racionalmente, ela sabe que trabalhar é importante. Sabe que precisa sair para fazer dinheiro. Só que, quando ela vai na direção da porta, sente culpa. Sente dor. Sente condenação por deixar o filho em casa.
E sem perceber, começa a sabotar o próprio trabalho, o próprio crescimento e as próprias oportunidades.
Por quê?
Porque um dia foi registrado que, quando alguém sai para trabalhar, alguém sofre. E essa dinâmica ficou gravada como injusta, cruel, dolorosa.
Isso é crença.
E isso governa a vida muito mais do que a pessoa imagina.
A tua razão quer, mas a emoção que te impulsiona na direção da ação não acompanha o teu desejo racional.
É por isso que tanta gente vive em contradição.
Quer amar, mas não consegue se abrir.
Quer prosperar, mas se sabota.
Quer crescer, mas trava.
Quer abraçar, mas se afasta.
Quer ser feliz, mas repete caminhos que ferem.
Não é porque falta inteligência.
É porque a emoção que deveria impulsionar a ação está comprometida por registros mais antigos.
O exemplo da planta mostra isso com clareza.
Uma criança quer tocar, acolher e amar. Ela abraça a planta. O vaso cai. Ela apanha. O que fica registrado? Que quando oferece afeto, machuca. Depois, adulta, ama profundamente, mas não consegue demonstrar. E as pessoas ao redor interpretam isso como frieza.
Só que não é frieza.
É desordem emocional.
Quando você não entende o campo emocional, começa a buscar soluções no lugar errado.
Acha que o problema é:
Mas o ponto não é esse.
Você está tentando resolver um problema emocional com respostas materiais.
E isso não funciona.
Porque não adianta dar uma estratégia física para alguém cuja base emocional continua sabotando a própria vida. Não adianta apresentar dados, avisos, lógicas ou listas do que faz bem e do que faz mal, se o impulso emocional continua empurrando a pessoa para o que a machuca.
A luta não está, primeiro, no comportamento.
Está na estrutura que gera o comportamento.
A grande virada acontece quando você para de gastar energia no superficial.
Você deixa de perguntar:
E começa a olhar para um lugar mais profundo:
Esse deslocamento não é pequeno.
Ele muda o eixo de sua existência.
Porque você para de buscar culpados e começa a buscar estrutura.
Transformar a vida não é filosofar o problema.
Também não é colecionar conceitos bonitos que não alcançam o profundo da alma. O que muda a vida de verdade é aprender a trabalhar o sentir.
A solução não está só no lado de fora.
A solução está no campo.
O mistério da vida é o invisível. O mistério está dentro de você. E, enquanto não aprender a acessar isso, vai continuar se sentindo presa num limbo, sem ver saída, sem entender por que o que faz não funciona.
Por isso, o verdadeiro trabalho começa quando você entende que:
Esse é o começo real da mudança.
Continue aprofundando:
Este é o artigo 3.
Artigo 01 — Cocriação não funciona para você? Existe uma trava invisível que está sufocando sua vida
Artigo 04 — Quem é você sem isso que você tanto deseja?
Artigo 05 — Os seus problemas e o caos da sua vida não vieram para destruir você
A desordem emocional não precisa gritar para existir.
Na maior parte do tempo, ela opera em silêncio. Rouba aos poucos sua paz, seu movimento, seus relacionamentos, seu prazer, sua confiança e sua sensação de potência.
E, enquanto você tenta resolver a vida só pela superfície, continua lutando contra sintomas sem tocar a origem.
A verdadeira transformação começa quando você entende que sua vida não está sendo destruída por um azar aleatório, nem apenas por fatores externos.
Ela está sendo moldada por uma estrutura emocional que precisa ser vista, compreendida e tratada.
Porque, quando você começa a botar ordem nessa casa, o ladrão para de agir no escuro.
E a sua vida começa a voltar para você.
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Terapeuta especializada em desordens emocionais e campo emocional inconsciente.
Descubra neste blog como pode estar o seu banner energético e como está o seu verdadeiro poder de co-criação.
É através das limpeza das emoções traumáticas e inconscientes que você descobre o seu verdadeiro PODER PESSOAL. Siga o perfil.
Especialista em recriar emoções e crenças internas. Já transformou a autoestima de milhares de mulheres. Realiza atendimento terapêutico pessoal, em grupos e em empresas.
Paula Correía
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