Você trabalha muito e ganha pouco? O problema pode não ser dinheiro

Trabalhar muito é cansativo, pode parecer injusto mas para o seu campo emocional inconsciente, trabalhar muito significa que está honrando algo ou alguém. Descubra como isso funciona

Índice

  1. Por que trabalhar muito nem sempre traz prosperidade
  2. O que é campo emocional inconsciente
  3. Como dinheiro, trabalho e valor se misturam dentro de você
  4. Por que dar muito e receber pouco vira padrão
  5. O que você aprendeu sem perceber sobre dinheiro e merecimento
  6. Como a sua visão de mundo mantém a sua realidade
  7. O erro de tentar resolver tudo com curso, técnica e esforço
  8. O que realmente precisa mudar para a sua vida financeira mudar
  9. O que acontece quando você faz as pazes com dinheiro

Por que trabalhar muito nem sempre traz prosperidade

Tem gente que trabalha muito e ganha pouco.

Tem gente que se esforça, entrega, se dedica, soa, faz tudo o que disseram que era certo fazer — e, ainda assim, não consegue mudar de faixa de faturamento, de qualidade de vida ou de liberdade.

Quando isso acontece, a maioria conclui que o problema é:

  • O chefe;
  • A empresa;
  • A falta de oportunidade;
  • A aparência;
  • O jeito de falar;
  • A especialização que ainda falta;
  • O curso que ainda não foi feito.

Só que essa leitura é rasa.

Porque, se o problema fosse apenas técnico, bastaria aprender como faz e pronto. Mas a vida mostra, o tempo todo, que não é tão simples assim. Tem gente menos preparada fazendo mais dinheiro. Tem gente com menos repertório ocupando posições mais altas. Tem gente que parece ter menos competência humana e, ainda assim, colhe mais resultado.

Então a pergunta precisa mudar:

O que existe dentro de você que sustenta esse circuito? O que está gravado no seu campo emocional inconsciente que não permite que o sucesso chegue?

O que é campo emocional inconsciente

Quando se fala em dinheiro, amor, sexo, poder, casamento, trabalho e prosperidade, não se está falando apenas de temas práticos da vida. Está se falando de energia. E, quando se fala de energia, se fala de emoção e de campo emocional inconsciente.

Campo emocional inconsciente não é a mesma coisa que subconsciente no sentido comum. É uma estrutura onde ficam entrelaçadas:

  • Ideias;
  • Sensações;
  • Emoções;
  • Significados;
  • Contextos;
  • Associações construídas ao longo da sua história.

Tudo isso opera ao mesmo tempo.

O dinheiro, por exemplo, não é só dinheiro. Ele carrega ideias sobre:

  • Valor;
  • Justiça;
  • Dignidade;
  • Troca;
  • Tempo;
  • Liberdade;
  • Merecimento;
  • Honestidade.

É por isso que você pode falar que quer prosperar e, ao mesmo tempo, ter um campo inteiro cheia de ideias contrárias, trabalhando no oposto dessa possibilidade.

Como dinheiro, trabalho e valor se misturam dentro de você

Se você trabalha muito e ganha pouco, isso não quer dizer só que existe um problema na sua relação com trabalho ou mercado.

Isso pode indicar que, no seu campo, o excesso de entrega foi positivamente validado.

Ou seja:

  • Trabalhar demais pode ter sido associado a valor;
  • Suar muito pode ter sido associado a honestidade;
  • Se sacrificar pode ter sido associado a integridade;
  • Receber pouco e continuar entregando pode ter sido associado a caráter.

Percebe a profundidade disso?

Você não está apenas repetindo um comportamento profissional. Você pode estar sustentando emocionalmente uma lógica em que dar muito e receber pouco virou símbolo de pureza moral.

E, se isso for verdade no seu campo, trabalhar menos para ganhar mais vai parecer errado, indigno ou revoltante.

Não porque você pensou isso racionalmente hoje.

Mas porque existe uma instalação emocional mais antiga sustentando essa reação.

Por que dar muito e receber pouco vira padrão

Existe gente que entra numa relação e entrega muito, recebe pouco e continua.

Existe gente que entra num trabalho e entrega muito, recebe pouco e continua.

Existe gente que entrega demais para os pais, para os filhos, para o parceiro, para o chefe, para o negócio — e mantém a mesma lógica em todas as áreas da vida.

Isso acontece porque a estrutura não é sobre dinheiro ou trabalho apenas.

É sobre a forma como o seu campo validou a troca:

  • Dar muito e receber pouco;
  • Dar pouco e receber muito.

Talvez, em algum momento da vida, você tenha condenado com força quem recebia muito entregando pouco. Talvez isso tenha parecido injusto, inadequado, revoltante ou indigno. Talvez você tenha olhado para alguém e pensado: “isso está errado”. E esse julgamento emocional ficou registrado.

A partir daí, sempre que a vida tenta levar você para esse lugar de mais leveza, mais recebimento e menos sofrimento, o seu próprio sistema sabota.

Porque, no fundo, você associou aquele lugar a algo moralmente negativo.

O que você aprendeu sem perceber sobre dinheiro e merecimento

Essas associações não nascem, necessariamente, de uma aula formal. Elas se formam nas cenas da vida.

Você pode ter visto:

  • Sua mãe entregando muito e recebendo pouco do seu pai;
  • Seu pai entregando muito e recebendo pouco da sua mãe;
  • Um dos pais se sacrificando pela família;
  • Um irmão fazendo menos e recebendo mais atenção;
  • Alguém fora de casa recebendo o melhor, enquanto o lar recebia o resto.

E aí o seu campo foi criando interpretações.

Vamos a um exemplo forte: se você viu um pai sair de casa sempre oferecendo o melhor de si para a empresa, para os amigos, para o mundo lá fora, mas voltar para casa exausto, irritado, ausente, alcoolizado ou sem amorosidade, pode ter nascido em você uma rebelião contra quem nutre o lado de fora.

Se isso aconteceu, o seu campo pode ter concluído:

  • Não é justo dar o melhor para fora;
  • Não é certo nutrir o negócio;
  • O lado de fora rouba a vida;
  • Quem alimenta a empresa abandona a casa.

Depois, quando você tenta ter um negócio, crescer, expandir, prosperar ou nutrir algo fora de casa, a energia não vem.

Não porque você seja incapaz.

Mas porque existe uma sensação negativa colada nessa possibilidade.

Como a sua visão de mundo mantém a sua realidade

Nada muda enquanto a sua forma de perceber a vida continua a mesma.

Você foi ensinada a ver a vida da pele para fora. Foi ensinada a acreditar que o que acontece dentro de você é provocado pelos movimentos externos. Foi ensinada a achar que, se as pessoas mudassem, você se sentiria melhor.

Mas não é assim que a vida funciona.

Se você quer alterar o que vive hoje, precisa alterar a emoção instalada no seu campo. E, para mudar a emoção, precisa enxergar o mesmo cenário por uma perspectiva diferente.

Se a perspectiva não muda:

  • A emoção não muda;
  • A crença não muda;
  • O padrão não muda;
  • A história de hoje continua igual.

É por isso que tanta gente entende intelectualmente o problema, mas não consegue sair do lugar.

A consciência velha continua organizando tudo.

O erro de tentar resolver tudo com curso, técnica e esforço

Quando a pessoa não entende a estrutura emocional, vai atrás de tudo o que está por fora.

Ela acha que precisa:

  • Fazer mais cursos;
  • Mudar a aparência;
  • Falar melhor;
  • Trabalhar ainda mais;
  • Virar outra pessoa;
  • Encontrar a técnica certa;
  • Seguir uma lista pronta.

Mas isso mexe no recheio do bolo, não no bolo.

As pessoas ensinam você a mexer no comportamento aparente, no detalhe superficial, no ajuste externo. Só que ninguém mostra como a estrutura inteira foi montada por dentro.

E, se a base não muda, a repetição continua.

Por isso, não adianta apenas acumular conhecimento técnico se o seu sistema emocional segue rejeitando aquilo que você diz querer viver.

O que realmente precisa mudar para a sua vida financeira mudar

A sua vida financeira não muda de verdade quando você aprende só mais uma técnica. Ela muda quando você altera as suas ideias, sensações e emoções sobre:

  • Dinheiro;
  • Tempo;
  • Liberdade;
  • Poder;
  • Trabalho;
  • Qualidade de vida;
  • Troca;
  • Merecimento.

Isso exige duas coisas.

A primeira é nova consciência: uma nova forma de perceber a vida, você mesma, os personagens da sua história e as cenas que estruturaram o seu campo.

A segunda é ferramenta: identificar a crença-base, reconhecer os personagens envolvidos, entender o contexto em que aquilo foi instalado e trabalhar emocionalmente essa estrutura até que o campo possa ser reorganizado.

Sem isso, a pessoa continua sabendo “como deveria ser”, mas vivendo o oposto.

O que acontece quando você faz as pazes com dinheiro

A prosperidade começa quando você faz as pazes com tudo aquilo com que brigou inconscientemente.

Fazer as pazes com dinheiro não é repetir afirmação positiva. É desativar as guerras emocionais que você sustentou:

  • Contra quem recebia muito;
  • Contra quem trabalhava menos;
  • Contra quem nutria o lado de fora;
  • Contra quem parecia livre;
  • Contra quem ocupava o topo.

Enquanto você estiver brigando com essas energias, não consegue ser uma delas.

Mas, quando compreende sua estrutura, limpa culpa, raiva, indignação e ajusta a forma como percebe essas cenas, tudo começa a sair da estagnação e da cegueira.

E aí o dinheiro deixa de ser um problema isolado.

Ele passa a ser consequência de um campo reorganizado.

Continue aprofundando

Este é o Artigo 09.

Conclusão

Se você trabalha muito e ganha pouco, talvez o problema não seja apenas dinheiro.

Talvez você tenha construído, sem perceber, uma estrutura emocional que supervaloriza o excesso, o sacrifício e a entrega sem retorno — e condena, ao mesmo tempo, o recebimento leve, o valor alto e a abundância sem sofrimento.

Enquanto isso não for visto, você continuará lutando contra sintomas.

A sua vida financeira muda quando a sua relação emocional com trabalho, troca, valor e merecimento muda.

Porque a prosperidade não começa no bolso.

Ela começa no campo.

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Paula Correía

Terapeuta especializada em desordens emocionais e campo emocional inconsciente. 

Descubra neste blog como pode estar o seu banner energético e como está o seu verdadeiro poder de co-criação.

É através das limpeza das emoções traumáticas e inconscientes que você descobre o seu verdadeiro PODER PESSOAL. Siga o perfil.

Paula Gasparini Correía

Especialista em recriar emoções e crenças internas.  Já transformou a autoestima de milhares de mulheres. Realiza atendimento terapêutico pessoal, em grupos e em empresas.

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