Você se sente no palco ou na cadeira da vida? Você é o artista principal da sua vida ou existem pessoas que você está dando esse papel na sua própria vida?

Você se sente no palco ou na cadeira da vida? Você é o artista principal da sua vida ou existem pessoas que você está dando esse papel na sua própria vida?
Existe um grande teatro chamado vida.
E, dentro dele, você só pode estar em dois lugares: ou está sentada na cadeira vendo os outros performarem, ou está no palco, atuando na própria existência.
Viver na plateia é assistir:
Enquanto isso, você fica olhando, analisando, comentando, se comparando, se encolhendo, adiando, justificando e esperando o momento ideal que nunca chega.
Talvez você ache que não está parada porque até faz alguma coisa. Trabalha, resolve, se move aqui e ali. Mas isso não significa que você subiu no palco.
Você pode estar sentada na cadeira da vida mesmo em movimento.
Isso acontece quando:
Talvez você tenha subido no palco para lidar com filhos e família, mas não para dinheiro. Talvez tenha tido coragem no amor, mas não no trabalho. Talvez tenha avançado profissionalmente, mas continue travada na relação com o corpo, com a sexualidade ou com a própria liberdade.
Subir no palco não é parcial. É um movimento de presença real diante da própria vida.
Quem sobe no palco para de viver como observadora e assume a posição de executora.
A grande virada é esta: você deixa de gastar a vida vendo os outros fazerem e começa a performar por si e para si.
Quando isso acontece, uma mudança importante se instala:
Você para de viver em função do olhar da plateia e começa a viver em função do que faz sentido para você.
É por isso que subir no palco não é só ganhar visibilidade, coragem ou destaque. É amadurecer emocionalmente o bastante para sair da posição de quem assiste e entrar na posição de quem se responsabiliza pela própria performance.
A primeira grande diferença entre quem está no palco e quem está sentado na cadeira é o destino da energia.
Quem está no palco gasta energia com o que importa para si:
Quem está na cadeira gasta energia demais com a vida alheia:
E depois se pergunta por que não tem força para mudar de trabalho, largar um relacionamento, começar um projeto, estudar, crescer, ganhar dinheiro ou sustentar uma decisão.
A resposta é simples: a energia foi toda desperdiçada fora.
Quem sobe no palco entende uma coisa crucial: não vai ser aplaudido por todo mundo.
Vai existir um grupo que vai apoiar, admirar, acompanhar e reconhecer.
Mas também vai existir um grupo que vai criticar, condenar, debochar, duvidar, trazer contraponto.
E isso é natural.
Enquanto você for escrava da necessidade de aprovação total, não vai conseguir se expor com liberdade. Porque qualquer crítica vai parecer prova de fracasso, quando na verdade o contraponto faz parte da vida.
Quem sobe no palco aprende a jogar o orgulho que só quer aplauso na lata do lixo. Aprende a lidar com contrariedade, crítica e julgamento sem transformar isso em sentença sobre a própria existência.
Muita gente acredita que está respeitando o outro quando se anula.
Mas isso não é respeito.
É autoabandono.
O maior respeito que você pode entregar ao outro é dar a ele o direito de ser, pensar e fazer o que quiser, enquanto você também se dá esse mesmo direito.
Você não está respeitando ninguém quando se aborta para agradar. Você está apenas sustentando a ilusão de que tem o poder de controlar o que o outro vai sentir, pensar ou concluir a seu respeito. E isso não é verdade.
Subir no palco exige esse rompimento:
Quem não sobe no palco geralmente está preso em duas coisas: medo e condicionamento.
Medo do julgamento.
Medo do contraponto.
Medo de desagradar.
Medo de ser criticada.
Medo de ser ridicularizada.
E também condicionamento:
Às vezes, você não sobe no palco porque acha que tem uma plateia observando tudo o que faz. Uma plateia real ou imaginária. E passa a andar, falar, decidir e até desistir como se estivesse sendo observada o tempo inteiro.
Isso cansa. E paralisa.
Quando você realmente sobe no palco, uma coisa bonita acontece: você para de olhar obsessivamente para o palco dos outros.
Não porque virou alguém superior.
Mas porque agora está ocupada vivendo.
Quem está performando no próprio palco não tem tempo para vigiar a vida alheia o tempo inteiro. Está ocupada demais construindo a própria caminhada.
E tem mais: quando você abandona a necessidade de aplauso universal, começa até a sentir compaixão por quem continua na cadeira, amarga, atacando, criticando e torcendo contra. Porque percebe que essa pessoa também está presa, evitando amor, evitando expansão, evitando a própria vida.
Subir no palco muda o lugar de onde você olha para tudo.
O primeiro passo é honestidade.
Você precisa perguntar a si mesma:
Depois disso, é decisão.
Você não sobe no palco quando perde o medo por completo.
Você sobe no palco quando entende que já cansou de viver sentada.
É essa decisão que muda a energia:
Este é o Artigo 10.
Sair da plateia e subir no palco da vida não é virar personagem, influencer ou heroína de fantasia.
É parar de viver olhando.
É parar de viver adiando.
É parar de viver se comparando.
É parar de viver se abortando.
Subir no palco é assumir o lugar de quem performa a própria existência com consciência, responsabilidade e coragem.
Vai existir aplauso.
Vai existir crítica.
Vai existir contraponto.
Mas, quando você entende isso, deixa de viver escrava do olhar da plateia.
E começa, finalmente, a viver de verdade.
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Terapeuta especializada em desordens emocionais e campo emocional inconsciente.
Descubra neste blog como pode estar o seu banner energético e como está o seu verdadeiro poder de co-criação.
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Especialista em recriar emoções e crenças internas. Já transformou a autoestima de milhares de mulheres. Realiza atendimento terapêutico pessoal, em grupos e em empresas.
Paula Correía
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