Você quer amor, mas o seu campo emocional quer outro tipo de troca

As coisas simplesmente não dão certo quando o assunto é amor! Qual é o padrão emocional por trás disso?

Índice

  1. Isso é um padrão emocional e é um problema não está só na vida afetiva
  2. O que fazer quando você sente ciúme, medo ou insegurança
  3. Por que conselho superficial não resolve o que você sente
  4. O erro de mergulhar no fato e ignorar a emoção
  5. O que o seu sentimento está tentando mostrar
  6. O verdadeiro propósito das relações afetivas
  7. Casar, separar ou permanecer não é a pergunta principal
  8. Sexualidade, prazer e bloqueios emocionais
  9. O que realmente precisa ser tratado para desbloquear amor, sexo e vida

O problema não está só na vida afetiva

Quando a vida afetiva entra em sofrimento, a maioria das pessoas olha apenas para a cena:

O parceiro critica demais.

O outro desconfia de que coisas que não são reais.

A relação desgasta por diferenças culturais.

O sexo trava por não corresponder ao esperado.

O ciúme cresce cada vez que uma promoção no trabalho acontece.

Só que o problema não está apenas no que aconteceu entre você e a outra pessoa. Isso está no campo físico. No que é visível.

O ponto mais importante é outro: o que isso desperta dentro de você e qual estrutura emocional faz com que essa experiência encontre lugar no seu campo.

Se você não se sente plena, realizada ou livre na sua vida afetiva, não adianta receber meia dúzia de conselhos externos. O que está travando a experiência não é só a situação. É o seu campo emocional. E o pior, ele pode estar atraindo exatamente essas situações

O que fazer quando você sente ciúme, medo ou insegurança

Quem sente ciúme neurótico, insegurança, medo de abandono ou medo de ser trocada geralmente já sabe, racionalmente, que não quer se sentir assim.

A pessoa não gosta dessa sensação.

Não gosta de acordar corroída por pensamentos ruins.

Não gosta de viver em alerta.

Não gosta de se ver dominada por uma emoção que consome tudo.

O problema é que saber disso não basta.

Você não controla o que o outro sente.

Não controla se o outro vai amar, escolher, permanecer, ser fiel ou ser leal.

Mas existe uma coisa que pode ser feita depois que a emoção explode, depois que o pensamento invade, depois que a situação toca uma ferida. É aí que começa a investigação verdadeira.

Por que conselho superficial não resolve o que você sente

Quando alguém chega para você e diz:

  • “Deixa de bobagem”;
  • “Se ele está com você, é porque te escolheu”;
  • “Você vai destruir seu casamento por causa disso”;

nada disso resolve a raiz.

Esse tipo de pensamento, por mais que venha de você mesma, não é suficiente para que o seu inconsciente deixe de sentir o que te frustra, o que a deixa insegura ou chateada.

Você já é a pessoa mais interessada em arrancar esse desconforto do coração. O que falta não é conselho.

O que falta é acessar a causa emocional que faz você se conectar com uma situação exatamente desse jeito.

É por isso que soluções rasas geram mais frustração: elas falam com a cabeça, mas não tocam a estrutura que sustenta o sentimento.

O erro de mergulhar no fato e ignorar a emoção

A maioria das pessoas vive presa no fato.

“Ele me criticava.”

“Ele dizia que eu traía.”

“Ela me confrontava o tempo todo.”

“Eu terminei porque ele só fazia isso.”

Só que, quando você mergulha só no fato, fica correndo atrás do próprio rabo.

O ponto central não é apenas o que o outro fez.

O ponto central é: o que você sente quando isso acontece?

Se alguém desconfia de você o tempo todo, a pergunta não é só por que essa pessoa age assim. A pergunta é:

  • O que isso desperta em mim?
  • Que dor isso toca?
  • O que eu sinto quando faço o meu melhor e, ainda assim, não sou reconhecida?
  • O que eu sinto quando meu amor é colocado em dúvida?
  • Quando a pessoa age assim comigo, eu sempre sou obrigada a reagir do jeito xyz, e no fim, sempre chego nesse mesmo lugar, todas as vezes.

Esse é o caminho que muda a leitura da situação, e que pode fazer com que os seus sonhos de ser feliz numa relação, enfim, dêem certo.

O que o seu sentimento está tentando mostrar

Quando você põe a mão no coração e sai do fato para entrar no sentimento, começa a aparecer o diálogo verdadeiro.

“Eu estou dando o meu melhor e não é suficiente.”

“Eu escolhi essa pessoa e ela duvida de mim.”

“Eu amo, mas isso não é reconhecido.”

“Por mais que eu faça, parece que nunca basta.”

Esse diálogo não nasceu hoje. Repare que é uma repetição de ocorrências parecidas.

Esse padrão revela marcas emocionais anteriores. Não necessariamente um grande trauma, mas registros, pequenas marcas, vivências que deixaram carimbos no campo emocional inconsciente.

E esses carimbos continuam ativos:

  • na forma como você ama;
  • na forma como você teme perder;
  • na forma como você reage à crítica;
  • na forma como você tenta ser validada.

Não é sobre lembrar o passado como lembrança solta. É sobre entender o que você sente agora, porque o sentimento mostra a estrutura que está ativa.

O verdadeiro propósito das relações afetivas

Relacionamento afetivo não existe para preencher você.

Também não existe para saciar uma carência ou garantir que alguém nunca vá embora.

Relacionamento afetivo tem como proposta o confronto. Confronto no sentido de despertar, de lucidez, de crescimento.

A relação mostra:

  • onde você ainda tem medo;
  • onde você ainda depende;
  • onde você ainda se sente pequena;
  • onde você ainda não ativou o próprio poder pessoal.

Por isso, o objetivo da troca não é destruir, machucar ou ferir. O objetivo é crescimento, despertar e consciência. Só que isso só acontece quando você olha para a relação com uma perspectiva diferente da convencional.

Casar, separar ou permanecer não é a pergunta principal

Uma das maiores confusões da vida afetiva é transformar tudo em regra externa.

Casar é o certo.

Separar é o certo.

Ser livre é o certo.

Não transar é o certo.

Transar é o certo.

Não é sobre isso.

A pergunta principal não é se você deve casar, separar, continuar ou romper.

A pergunta principal é: o que você sente e o que precisa curar?

Tem gente que precisa:

  • Se libertar da instituição;
  • Fazer as pazes com a instituição;
  • Dissolver estruturas de medo;
  • Aprender a se posicionar;
  • Aprender a não se deixar abalar;
  • Aprender a sair de onde não se respeita mais.

Cada jornada pede uma coisa.

Por isso, o trabalho não é aconselhar de forma superficial. É ajudar você a compreender a sua estrutura emocional e, a partir dela, se posicionar com mais maturidade.

Sexualidade, prazer e bloqueios emocionais

A mesma lógica vale para a sexualidade.

Muita gente não relaxa, não sente prazer, não conhece o próprio corpo, não vive a troca com liberdade e não se experimenta de verdade porque está travada por crenças e condicionamentos emocionais.

A pessoa entra numa interação sexual para sentir o outro, para avaliar o outro, para ser avaliada pelo outro, para saber “o que ele achou”. Mas não entra em si mesma.

E, quando você não está em você, não experimenta a profundidade da troca.

Se você sente:

  • vergonha;
  • culpa;
  • sujeira;
  • medo;
  • pecado;
  • rigidez;

isso não nasce do nada. Isso foi aprendido, estruturado, condicionado.

E tudo que está travado nessa área também começa como bloqueio emocional.

O que realmente precisa ser tratado para desbloquear amor, sexo e vida

Se alguma área da sua vida está travada, a raiz disso é emocional.

Não é sobre estratégia com homem.

Não é sobre roupa.

Não é sobre cor de cabelo.

Não é sobre agradar mais.

Não é sobre controlar melhor.

É sobre entender:

  • O que você sente;
  • A estrutura da sua emoção;
  • Como esse sentimento foi lapidado dentro de você;
  • E o que precisa ser transformado no seu campo.

É isso que desbloqueia:

  • Amor;
  • Sexualidade;
  • Prosperidade;
  • Liberdade de expressão;
  • Segurança diante de novos projetos;
  • Capacidade de viver sem ser escrava do medo.

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Este é o Artigo 08.

Conclusão

O seu relacionamento não veio para preencher você.

Ele veio para confrontar estruturas, mostrar medos, revelar dependências e colocar luz onde ainda existe dor.

Enquanto você continuar olhando só para o fato, vai buscar soluções superficiais para problemas que nasceram numa camada muito mais profunda.

A mudança começa quando você sai da cena e entra no sentimento.

Porque é ali que está a chave do que se repete.

É ali que está a raiz do que dói.

E é ali que começa a verdadeira possibilidade de cura.

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Paula Correía

Terapeuta especializada em desordens emocionais e campo emocional inconsciente. 

Descubra neste blog como pode estar o seu banner energético e como está o seu verdadeiro poder de co-criação.

É através das limpeza das emoções traumáticas e inconscientes que você descobre o seu verdadeiro PODER PESSOAL. Siga o perfil.

Paula Gasparini Correía

Especialista em recriar emoções e crenças internas.  Já transformou a autoestima de milhares de mulheres. Realiza atendimento terapêutico pessoal, em grupos e em empresas.

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