Você diz que quer ser cuidada, mas será que o seu sistema deixa isso chegar até você?

Desejar ser cuidada e protegida é um fato que todas as mulheres querem, mas será que você realmente está aberta para receber?

Índice

  1. O que significa querer ser cuidada de verdade
  2. Por que existe distância entre o que você quer e o que você vive
  3. O campo emocional inconsciente e o jogo invisível da vida
  4. Como uma ideia emocional se forma antes mesmo da razão
  5. O exemplo da mulher que queria ser cuidada, mas se sentia sufocada
  6. Como descobrir as ideias que você carrega sobre receber
  7. O que impede você de ser desejada, requisitada e bem tratada
  8. O poder ativado e a capacidade de transitar pela vida
  9. Certo, errado e os refúgios emocionais disfarçados de virtude
  10. O que precisa mudar para a sua vida mudar
  11. Por que a sua alegria depende do seu nível de consciência
  12. Como começar a plantar uma vida diferente

O que significa querer ser cuidada de verdade

Muita gente diz que quer ser cuidada.

Quer ser vista.

Quer ser respeitada.

Quer ser bem tratada.

Quer se sentir acolhida.

Quer experimentar a presença de alguém que some, proteja, sustente, some com força e estabilidade.

Só que existe uma pergunta muito importante aqui:

Você quer isso só no nível racional ou o seu sistema inconsciente também aceita isso?

Porque, se você quer de forma lógica, mas isso não se manifesta na prática, então existe alguma informação mais profunda trabalhando na direção contrária. E é por isso que tanta gente vive dizendo que quer uma coisa, mas continua recebendo exatamente o oposto dela.

Por que existe distância entre o que você quer e o que você vive

A maioria das pessoas ainda tenta entender a vida só pelo desejo racional.

Pensa assim:

  • “Eu quero um relacionamento assim.”
  • “Eu quero ser tratada desse jeito.”
  • “Eu quero ganhar mais.”
  • “Eu quero prosperar.”
  • “Eu quero ter uma vida leve.”
  • “Eu quero alguém que cuide de mim.”

Mas a vida não se organiza apenas a partir do que você declara conscientemente.

Existe um sistema interno, invisível, emocional, energético, inconsciente, que está funcionando o tempo inteiro com base nas informações que recebeu ao longo da sua formação. E esse sistema é que está regendo, com muito mais força, aquilo que se aproxima e aquilo que se afasta de você.

Então, se você deseja uma coisa e vive outra, a resposta não está em culpar a vida, Deus, os homens, o destino ou a falta de sorte.

A resposta está em investigar o que foi informado ao seu sistema e como esse sistema aprendeu a te proteger.

O campo emocional inconsciente e o jogo invisível da vida

Enquanto esse mecanismo não fica claro, a pessoa sofre demais.

Sofre porque não entende o jogo.

Sofre porque se sente jogada de um lado para o outro.

Sofre porque constrói narrativas sobre si, sobre a vida, sobre Deus, sobre o outro, sem perceber que está patinando dentro de um funcionamento que sequer compreende.

A vida é um jogo no sentido de que ela tem princípios e movimentos.

Se você não entende os princípios, vira uma peça sem direção no tabuleiro. É empurrada por padrões que não sabe nomear, guiada por registros que não consegue reconhecer e passa a se relacionar com tudo só pela superfície.

O campo emocional inconsciente é esse lugar onde ficam armazenadas ideias formadas a partir de emoções. Não é apenas um banco de pensamentos. É um sistema vivo, vibrante, que continua operando por trás daquilo que você diz querer conscientemente.

Como uma ideia emocional se forma antes mesmo da razão

Antes de você pensar, você já existia.

Antes de existir como mente lógica e racional, você já era um campo de energia sensível às cenas, às emoções, aos climas, às tensões, aos movimentos que aconteciam ao seu redor.

Isso muda completamente a forma de enxergar a própria vida.

Porque significa que muitas das suas resistências não nasceram de uma conclusão intelectual. Elas nasceram de registros emocionais profundos, absorvidos muito antes da sua razão conseguir explicar alguma coisa.

Ou seja, você pode estar vivendo hoje um padrão inteiro sem nunca ter sentado conscientemente para escolhê-lo.

Você apenas recebeu uma ideia, colou uma emoção nela, e isso virou verdade interna.

O exemplo da mulher que queria ser cuidada, mas se sentia sufocada

Vamos deixar isso muito claro com o exemplo central desse conteúdo.

Imagine uma criança no ventre ou nos primeiros momentos da vida, captando uma dinâmica entre pai e mãe. O pai diz para a mãe:

  • “Sai do trabalho.”
  • “Fica em casa.”
  • “Eu cuido de você.”
  • “Eu sustento.”
  • “Eu dou conta.”

Só que a mãe não se sente amada com isso.

Essa mulher poderia sentir que está realmente sendo acolhida, protegida e recebendo carinho, mas dentro dela existe um pacote de emoções que faz ela enxergar a situação de outra forma:

Ela sente sufocamento, vigilância, controle, perda de liberdade, perda de espaço, perda de ar.

A criança registra isso.

E o sistema da criança pode concluir algo mais ou menos assim:

“Se alguém quiser cuidar de mim dessa forma igual ao que meu pai está fazendo com a minha mãe, eu não vou me sentir amada. Vou me sentir controlada e sufocada.”

Pronto.

Nasce ali uma informação emocional poderosíssima.

Depois, já adulta, essa mesma pessoa pode dizer:

“Meu sonho era ter um homem parceiro, forte, alicerce, que me deixasse mais livre para viver a casa, os filhos, o lar, e me sustentasse nessa estrutura.”

Mas o que aparece na vida dela? Homens que a empurram para fora, que querem que ela seja cada vez mais independente, que não oferecem esse tipo de cuidado, ou relações em que esse lugar simplesmente não se instala.

Por quê?

Porque o sistema aprendeu que aquele tipo de cuidado é perigoso.

A criança capta a forma como a mãe sente aquela proposta do pai.

Então, para investigar a fonte da interpretação da MÃE, diante da proposta do pai, a pergunta passa a ser:

O que, dentro da mãe, fez ela interpretar “eu cuido de você” como controle, e não como amor?

A resposta é: um registro emocional anterior dela.

Ou seja, para a mãe sentir sufocamento em vez de acolhimento, ela provavelmente já carregava alguma associação inconsciente parecida com estas:

  • depender = perder liberdade;
  • ser sustentada = ficar sob poder de alguém;
  • receber cuidado = ter que obedecer;
  • precisar de um homem = ficar vulnerável;
  • ficar em casa = ser anulada;
  • abrir mão do trabalho = perder valor, identidade ou voz.

Então, quando o pai fala “fica em casa que eu cuido de você”, aquilo não chega nela como frase neutra. A frase bate num campo já carregado.

É como se a proposta do pai acionasse uma memória emocional antiga. Não precisa ser uma memória clara, tipo “aconteceu isso aos 7 anos”. Pode ser uma construção de anos.

Por exemplo:

Se, na história dela, ela viu a própria mãe depender de um homem e sofrer humilhação, o inconsciente pode ter aprendido:

“Quem depende, perde poder.”

Se ela viveu um pai controlador, ou uma casa onde o homem decidia tudo, pode ter aprendido:

“Quando um homem diz que vai cuidar, na verdade ele quer mandar.”

Se ela foi valorizada a vida inteira por ser forte, independente e autossuficiente, pode ter aprendido:

“Ser cuidada é fraquejar.”

Se ela associou trabalho a dignidade e autonomia, pode ter aprendido:

“Sair do trabalho é deixar de existir como indivíduo.”

Então o registro da mãe pode ter sido algo como:

cuidado masculino = controle
ou
provisão = prisão
ou
dependência = sufocamento

E aí fica mais fácil entender o resto:

O pai oferece uma coisa.
A mãe sente outra.
A criança não entende racionalmente a cena.
Mas registra o clima emocional dela.

Então a criança não grava:

“papai ama mamãe e quer cuidar.”

Ela pode gravar:

“quando um homem quer cuidar de uma mulher desse jeito, ela perde o ar.”

Esse é o ponto.

Outra forma simples de ver isso:

A proposta do pai pode ser objetivamente protetora.
Mas a experiência emocional da mãe é de ameaça.

E o inconsciente trabalha muito mais pela experiência sentida do que pela intenção objetiva.

Então, resumindo bem:

Qual foi o registro da mãe?
Alguma associação anterior que dizia, no mundo interno dela, que receber esse tipo de cuidado significava perder autonomia, valor, espaço ou liberdade.

Por isso ela não sente amor. Ela sente clausura.

E a criança, ao captar isso, pode passar a rejeitar justamente o tipo de vínculo que conscientemente vai desejar na vida adulta.

Como descobrir as ideias que você carrega sobre receber

A pergunta então deixa de ser:

“Por que isso não vem?”

E passa a ser:

“Que ideia eu carrego sobre quem recebe isso?”

Essa pergunta é uma chave.

Que ideia você carrega sobre:

  • Uma mulher que é sustentada?
  • Uma mulher que fica em casa?
  • Uma mulher que cuida dos filhos enquanto o homem vai para fora?
  • Um homem que provê?
  • Uma pessoa muito desejada pelos clientes?
  • Uma pessoa muito procurada?
  • Uma pessoa muito requisitada?
  • Uma pessoa muito bem tratada?

Porque, se você olha para essas figuras com julgamento, desconforto, raiva, desprezo, vergonha ou resistência, o seu sistema vai entender que isso não é um lugar seguro para você ocupar.

E, por mais que a sua cabeça diga “eu quero”, o sistema vai continuar afastando exatamente aquilo que você diz desejar.

O que impede você de ser desejada, requisitada e bem tratada

Existe um ponto muito forte aqui: você pode querer ser muito procurada, muito amada, muito desejada, muito requisitada, mas se irritar profundamente com o processo real que isso exige.

Por exemplo:

  • Você quer muitos clientes, mas se incomoda de responder pessoas.
  • Quer ser requisitada, mas se irrita com demanda.
  • Quer ser muito desejada, mas sente peso com disponibilidade.
  • Quer ser cuidada, mas se ressente com certas formas de cuidado.

Então o que o sistema entende?

Ele entende que aquilo que você diz querer não vai te fazer bem. E, como o sistema está tentando te manter protegida, ele começa a empurrar para longe exatamente aquilo que, na sua mente, parecia ser desejo.

Esse é um ponto muito importante para qualquer área da vida:

  • Amor;
  • Dinheiro;
  • Trabalho;
  • Visibilidade;
  • Prosperidade;
  • Reconhecimento;
  • Cuidado.

Se a ideia que você tem sobre esse lugar é negativa, esse lugar não vai permanecer com facilidade.

O poder ativado e a capacidade de transitar pela vida

Quando se fala em ativar o próprio poder, muita gente entende errado.

Não se trata de virar alguém grandioso, inflado, poderoso no sentido superficial.

Poder ativado é outra coisa.

É conseguir transitar pela vida e pelas resistências dela sem precisar de fuga, sem precisar desmoronar, sem precisar usar muletas o tempo inteiro. É conseguir existir diante das situações sem que tudo tire você do eixo.

Uma pessoa com poder ativado:

  • Não precisa de subterfúgio o tempo inteiro;
  • Não depende de anestesia constante;
  • Não precisa se jogar sempre na comida, na bebida, no sexo, na pornografia, na distração ou até no “tudo certo, tudo santo, tudo perfeito” como fuga emocional.

Porque até o excesso de correção pode ser fuga.

Toda vez que você corre para um extremo e abandona completamente o outro lado da moeda, existe uma chance grande de estar só se escondendo num refúgio sofisticado.

Certo, errado e os refúgios emocionais disfarçados de virtude

Esse é um ponto profundo e delicado.

Às vezes você acha que está se comportando muito bem, muito corretamente, muito equilibradamente, mas só está usando uma forma “bonita” de fugir de si.

Pode acontecer na pessoa que se afunda no vício.

Pode acontecer na pessoa que se afunda na santidade performática.

Pode acontecer na pessoa que vive no excesso de controle.

Pode acontecer na pessoa que vive no excesso de disciplina.

Pode acontecer na pessoa que vive no excesso de “força”.

O extremo denuncia que alguma parte ficou para trás.

Por isso, o ponto nunca é apenas discutir o que é certo ou errado. O ponto é entender o que, em você, está usando aquele comportamento como abrigo.

O que precisa mudar para a sua vida mudar

A resposta é objetiva: as ideias precisam mudar.

Essa é a grande chave desse conteúdo.

Todas as ideias que você tem hoje colocam você no lugar em que está. Se quiser ocupar outro lugar, vai precisar pensar diferente, sentir diferente e reorganizar internamente as imagens e significados que carrega.

Isso não acontece por pensamento positivo solto.

Não acontece por força de vontade rasa.

Não acontece por repetir frase pronta sem consciência.

Acontece quando você começa a se perguntar, com honestidade:

  • Que ideia tenho sobre quem vive a vida que eu desejo?
  • Que ideia tenho sobre quem recebe o que eu quero receber?
  • Que ideia tenho sobre uma mulher assim?
  • Sobre um homem assim?
  • Sobre uma pessoa rica?
  • Sobre alguém muito desejado?
  • Sobre alguém muito requisitado?
  • Sobre alguém muito cuidado?

Enquanto essas respostas não aparecerem, você continua querendo com a boca e rejeitando com o campo.

Por que a sua alegria depende do seu nível de consciência

Uma das coisas mais fortes desse conteúdo é a relação entre sofrimento e consciência.

Todo mundo vive desafios.

Todo mundo vive colheitas difíceis.

Todo mundo encontra espinhos no caminho.

Mas o tamanho do sofrimento não depende só da situação.

Depende do nível de consciência com que você encontra essa situação.

Quanto menor a consciência, maior parece o problema.

Quanto menor o entendimento do próprio mecanismo interno, mais a pessoa sente que a situação é insuportável, injusta, absurda, impossível.

Quando a consciência se expande, o problema pode até continuar existindo, mas a forma de vivê-lo muda.

E isso é muito importante: não é necessariamente o problema que ficou pequeno. Foi você que cresceu por dentro.

Como começar a plantar uma vida diferente

Você não consegue desfazer instantaneamente tudo o que plantou.

Tem sementes antigas que já foram lançadas.

Tem colheitas que já estão vindo.

Tem frutos que ainda precisam ser atravessados.

Mas a boa notícia é que a partir de uma nova consciência você começa a plantar diferente.

E aí o processo muda.

Você vive a colheita atual com mais leveza, entendimento e responsabilidade, enquanto começa a gerar sementes novas. E, com o tempo, os frutos deixam de ser os mesmos.

Talvez ainda exista espinho.

Talvez nunca exista um plantio perfeito.

Mas já existe muito mais harmonia.

Porque agora você não está mais agindo no automático. Está agindo com consciência.

Continue aprofundando

Este é o Artigo 16.

Conclusão

Talvez você esteja há muito tempo dizendo que quer ser cuidada, respeitada, desejada, bem tratada e acolhida.

Mas, se isso não está chegando, a pergunta não é só “onde está o que eu quero?”

A pergunta é:

que ideia o meu sistema carrega sobre receber isso?

Porque o seu sistema não trabalha contra você. Ele trabalha a favor das informações que recebeu. E, se essas informações dizem que cuidado é sufoco, que receber é perigoso, que ser desejada dá trabalho, que ser muito requisitada incomoda, que depender de alguém aprisiona, então ele vai continuar afastando exatamente aquilo que você diz querer.

A mudança começa quando você muda de ideia.

E mudar de ideia, aqui, não é um detalhe.

É o começo real de uma nova vida.

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Paula Correía

Terapeuta especializada em desordens emocionais e campo emocional inconsciente. 

Descubra neste blog como pode estar o seu banner energético e como está o seu verdadeiro poder de co-criação.

É através das limpeza das emoções traumáticas e inconscientes que você descobre o seu verdadeiro PODER PESSOAL. Siga o perfil.

Paula Gasparini Correía

Especialista em recriar emoções e crenças internas.  Já transformou a autoestima de milhares de mulheres. Realiza atendimento terapêutico pessoal, em grupos e em empresas.

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