O medo da exposição pode ir além de uma timidez. Confira nesse post.

O medo da exposição pode ir além de uma timidez. Confira nesse post.
Muita gente acredita que o medo da exposição começa quando a câmera liga, quando o microfone chega na mão ou quando o palco aparece.
Mas não é ali que ele começa.
O medo da exposição começa muito antes, num lugar invisível, interno, emocional. Ele começa nas percepções que você foi construindo sobre o que significa ser vista, julgada, ouvida, criticada, mal interpretada e confrontada.
É por isso que duas pessoas podem estudar a mesma coisa, aprender a mesma técnica e receber a mesma orientação, mas reagirem de formas completamente diferentes diante da hora de se expor.
Uma vai e faz.
Outra sabe o que precisa fazer, mas trava.
E esse travamento não é falta de informação. É outra coisa.
Existe um primeiro nível em que você simplesmente não sabe.
Não sabe gravar vídeo.
Não sabe se posicionar.
Não sabe falar.
Não sabe organizar uma ideia.
Não sabe vender.
Não sabe construir presença.
Nesse caso, o caminho é mais simples: você aprende.
Faz um curso.
Recebe orientação.
Estuda.
Observa quem já faz.
Adquire repertório.
Só que, depois do “agora eu sei”, vem uma etapa muito mais importante:
botar aquilo em prática.
E é exatamente aí que muita gente descobre que o problema nunca foi só técnico.
Depois que você aprende, pode acontecer uma de duas coisas.
Ou você executa.
Ou você começa a sentir.
Sente vergonha.
Sente medo.
Sente dúvida.
Sente inadequação.
Sente um bloqueio difícil de explicar.
É aí que a conversa deixa de ser só sobre estratégia e entra numa camada mais profunda.
Porque, se você aprendeu e mesmo assim trava, o que está te impedindo já não está apenas no campo do conhecimento.
Está no campo emocional.
Antes de você se entender como indivíduo pensante, já existe um campo pulsando.
Esse campo não é apenas mental. Ele é emocional.
É um campo que vibra antes mesmo de você organizar a vida em palavras, argumentos e conclusões. Antes de você “achar” alguma coisa, você já sente alguma coisa.
É por isso que a exposição não trava apenas por uma decisão racional do tipo:
“Estou com medo.”
Ela trava porque alguma coisa emocionalmente muito antiga é ativada quando você entra em determinadas posições:
E, sem perceber, você reage ao presente com base em dores e leituras que não começaram no presente.
Não importa em que degrau você esteja.
Pode ser que você nunca tenha gravado um vídeo.
Pode ser que já tenha gravado alguns, mas queria ser mais ousada.
Pode ser que grave todos os dias e, mesmo assim, não consiga se expressar em totalidade.
Pode ser que se expresse bem, mas trave diante de um contexto mais desafiador.
Todo mundo sabe em que degrau está.
E todo mundo que está buscando alguma coisa quer subir.
O problema é que, muitas vezes, a pessoa fica tão desesperada para alcançar o próximo degrau que não presta atenção no movimento que precisou fazer para sair do anterior.
Você já subiu outros degraus na vida.
Então a pergunta não é só “como eu chego lá?”.
A pergunta também é: o que precisei deixar para trás, enfrentar e reorganizar dentro de mim para chegar até aqui?
Essa resposta vale ouro.
Porque mostra que o movimento emocional de crescimento já aconteceu antes em você. E pode acontecer de novo.
Esse é um dos pontos mais importantes.
Muitas vezes, o medo da exposição está ligado ao julgamento que você fez de outras pessoas no passado.
Você viu alguém falando demais, se expondo demais, errando, ferindo, exagerando, sendo inconveniente, magoando alguém, se posicionando de um jeito que para você pareceu inadequado. E aquilo te marcou.
Então, hoje, sem perceber, você evita se colocar na mesma posição.
Não porque não queira crescer.
Mas porque existe uma recusa interna muito forte em parecer aquela pessoa.
Isso explica por que tanta gente trava não só por medo de errar, mas por medo do que errar representaria.
Você não está apenas com medo de falar.
Você pode estar com medo de se tornar alguém que um dia julgou.
Quando uma crítica toca forte demais, normalmente ela não está falando só do agora.
Ela está ativando alguma representação antiga.
Às vezes, a pessoa que comentou em um vídeo não é só um desconhecido. No campo emocional, ela pode representar:
É por isso que um comentário aparentemente simples pode derrubar alguém por dias.
Não por causa da frase em si, mas por causa da ferida que ela ativa.
Do mesmo jeito, uma vergonha atual pode ter ligação com experiências muito antigas de exposição, humilhação, inadequação e sensação de estar diante de um monte de olhos sem saber o que fazer.
A vida não trava você à toa.
Ela está mostrando alguma coisa.
Existe outro bloqueio clássico: colocar alguém num pedestal.
Você olha para uma pessoa da sua área e pensa:
“Ela fala muito bem.”
“Ela é ousada.”
“Ela tem coragem.”
“Ela é referência.”
“Ela está num lugar impossível para mim.”
Quando faz isso, aumenta a outra pessoa e diminui a si mesma.
Só que esse movimento é perigoso.
Porque a pessoa que você admirou tanto também é humana. Também tem erro, fraqueza, medo, contradição, processo. Quando você coloca alguém alto demais, não consegue acessar em você as características que enxerga naquela pessoa.
E existe o oposto também.
Você pode olhar para alguém e criticar:
Só que, muitas vezes, por trás da crítica, existe uma habilidade que essa pessoa tem e que ainda falta em você:
Por isso, o caminho não é pedestal nem condenação.
É honestidade.
O movimento interno começa quando você faz três coisas.
Primeiro: olha para aquilo que critica nos outros e pergunta com humildade:
o que essa pessoa tem que me falta?
Segundo: olha para quem admira e tira essa pessoa do pedestal, percebendo que ela não está num lugar inalcançável, mas num lugar humano.
Terceiro: começa a investigar quem essas pessoas representam para você e quais sentimentos ficam escondidos atrás dessas representações. Porque, muitas vezes, a pessoa de hoje só está tocando num personagem antigo da sua própria história.
É assim que o medo da exposição começa a perder força.
Não só porque você “ganhou coragem”.
Mas porque começou a entender o mecanismo.
Este é o Artigo 14.
O medo da exposição raramente é só medo de câmera, de palco ou de audiência.
Na maior parte das vezes, ele é o resultado de dores, julgamentos, representações e memórias emocionais que ainda estão ativas dentro de você.
Você aprende a técnica, mas trava no sentir.
Você entende o que precisa fazer, mas o corpo não acompanha.
Você quer crescer, mas alguma coisa em você ainda associa visibilidade a ameaça.
A mudança começa quando você sai do campo da justificativa e entra no campo da investigação.
Porque, quando entende o que está por trás do medo da exposição, deixa de lutar só contra o sintoma.
E começa, finalmente, a mexer na raiz.
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Terapeuta especializada em desordens emocionais e campo emocional inconsciente.
Descubra neste blog como pode estar o seu banner energético e como está o seu verdadeiro poder de co-criação.
É através das limpeza das emoções traumáticas e inconscientes que você descobre o seu verdadeiro PODER PESSOAL. Siga o perfil.
Especialista em recriar emoções e crenças internas. Já transformou a autoestima de milhares de mulheres. Realiza atendimento terapêutico pessoal, em grupos e em empresas.
Paula Correía
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